Casamentos espetaculares
Casar é caro e
qualquer pessoa em sã consciência sabe disso. Mas há pessoas que nem pensam em
fazer contas e optar por serviços mais baratos na hora de organizar o
casamento. Gastos com passagens aéreas para todos os convidados, bolos
extravagantes e vestidos exclusivos fazem parte do show dos endinheirados. E
para mostrar casamentos espetaculares, a exemplo do recente enlace entre
Príncipe William e Kate Middleton, a publicação Business Insider elaborou
uma lista com as uniões mais caras da história. Veja nas próximas páginas
casais que não se importaram com a pressão na conta bancária na hora do tão
aguardado “Sim”.
União Real
– O primeiro casamento
da realeza britânica em mais de trinta anos aconteceu na Abadia de
Westminster, em Londres. Depois de meses de especulações acerca do tamanho,
físico e financeiro, das comemorações da união entre Príncipe William e a
plebeia Kate Middleton, o mundo finalmente teve acesso aos tão aguardados
detalhes do evento. Qual vestido a mais nova princesa britânica escolheu e quem compareceu ou não ao evento foram divulgados à exaustão por
milhares de veículos em todo o mundo.
A família real britânica, e seus séculos de tradição, não são
exatamente um exemplo de como economizar. No entanto, o colunista Brett Arends,
do jornal americano Wall Street Journal, listou seis decisões tomadas por Will
e Kate que, se imitadas, podem ajudar qualquer um a reduzir os custos do
enlace.
Não desperdice dinheiro com um anel de noivado
Reza a lenda que um anel de noivado deve custar o equivalente a dois
meses de salário do noivo. O príncipe é, oficialmente, piloto de helicóptero da
força aérea britânica e deve ter uma renda anual entre 47.000 e 56.000 dólares.
Bom, para seguir o ditado popular, Will deveria ter gasto algo em torno de
9.000 dólares no anel.
Exagero? Talvez. Mas, para quem
não sabe, até mesmo ele, o mais popular membro da família real, contornou essa
situação presenteando Kate com um anel de segunda mão, que pertenceu à sua mãe,
Lady Di.
A pergunta que fica é a seguinte: se até mesmo o príncipe apelou
para uma joia que já estava na família, então por que noivos de todo o mundo
deveriam gastar uma fortuna com um anel de noivado?
Carley Romer, editora chefe do site especializado
em casamentos TheKnot.com, disse à Arends que a atitude de Will com certeza
provocou a corrida de noivos de todas as nacionalidades em direção ao porta-joias
mais próximo e acessível, na esperança de encontrar algo que sirva para
simbolizar a união - e que não custe nem um centavo.
Economizem também nas alianças
O príncipe também não foi às compras para escolher as alianças. Ao invés
de comprar, ele decidiu usar pedaços de ouro, dado de presente à família real
anos atrás, para que as joias fossem confeccionadas. E ele nem vai precisar
arranjar outro par de alianças para o dia a dia, uma vez que o casal optou por
não usar o símbolo máximo dos casamentos ocidentais.
Tudo bem que alianças não são os itens que mais
pesam no orçamento de quem vai casar, e podem custar bem menos que anéis de
noivado. Mas Arends lembra que o preço do ouro aumenta cerca 30% por ano e o
valor do metal mais que dobrou nos últimos cinco anos.
Não sejam tão tradicionais na hora de pagar a conta
A velha regra que diz que os pais da noiva pagam a festa e o noivo paga
a lua de mel também ficou para trás. No casamento real, a família do noivo está
pagando pela maior parte das contas simplesmente porque são extremamente ricos.
Independentemente disso, a família da noiva também contribui em menor escala é
verdade, mas está assumindo algumas contas.
Os Middleton não são pobres, mas seu patrimônio
não chega nem perto da fortuna acumulada pela realeza britânica. Então será que
alguém em sã consciência achou que a família de Kate iria bancar por todo o
casamento?
Para Carley, a maneira como as
contas referentes ao casamento estão sendo organizadas vai transformar o
casamento em um divisor de águas para toda a polêmica sobre quem, afinal de
contas, deve arcar com os custos. Para a editora, os dois lados devem contribuir
de maneira igualitária.
E com relação à lua de mel, o príncipe também não pagou nem um
centavo pela viagem. Em mais uma demonstração de que a família real está
modernizando as tradições casamenteiras.
Por que se apegar ao sábado?
Por que todo mundo tem que se casar no sábado? Claro que, segundo
Arends, o dia é o mais conveniente da semana, principalmente para os parentes e
amigos que virão de longe para a cerimônia. Mas acostumados a fazer contas vão
descobrir que ser menos tradicional pode fazer bem para o bolso.
De acordo com Carley, é muito mais barato casar
numa sexta que num sábado, pois salões têm mais possibilidades de horários e
cobram menos. Ou seja, uma simples mudança de data pode ajudar o casal a
economizar um pouco mais. Mais um ponto para Will e Kate, que se casaram em plena sexta-feira.
Façam duas recepções
O jovem casal real, assim como muitos, tem uma pequena lista de pessoas
que querem convidar e uma enorme lista de pessoas que tem a obrigação de enviar
um convite. Mas sinta-se lisonjeado se as únicas pessoas que você tem que
convidar é um tio maluco e uma tia que gosta de beber mais do que deveria.
Pense que, se você fizesse parte do casal real, teria de convidar uma série de
sanguinários ditadores e várias celebridades.
A solução? Faça duas recepções. A
primeira, durante a tarde, por exemplo, para os convidados “por educação”. E a
segunda, que pode varar a noite, para pessoas queridas e íntimas que vocês
querem presente.
Se você conseguir alimentar os primeiros convidados apenas com
alguma quantidade de álcool e salgadinho, melhor ainda. Você economiza na
primeira recepção para gastar com as pessoas com as quais se importa.
Parem de se preocupar com nome
É cansativo testemunhar a quantidade de energia que os casais desprendem
no processo de definir qual nome será adotado. Um nome é apenas um nome, e ele
pode ser o que você quiser que seja.
Não acredita? Pois aqui vai mais
uma importante lição do casamento do príncipe William com, à essa altura do
texto, a princesa Katherine.
Até 1917, o sobrenome original da família do noivo era
Saxe-Coburg-Gotha, um pouco germânico demais para uma época ilustrada pela
Primeira Guerra Mundial. E foi por conta da má fama alemã naquele tempo que a
família real resolveu adotar o nome Windsor.
Conclusão: se nem mesmo a realeza britânica se
apegou a um sobrenome, por que qualquer pessoa deveria?
























































